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26.09.2008
Em MG,
atingidos barram projeto de PCH
Durante
a reunião do Conselho de Política
Ambiental (COPAM), no dia 22/9, em Barbacena (MG), o Projeto
da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Cachoeira da
Providência teve a licença prévia indeferida. Além disso,
a concessão da licença da PCH Nova Brito, que está planejada
para ser construída no rio Piranga, foi adiada.
O
projeto da Pequena Central Hidrelétrica Cachoeira da
Providencia pertencia a empresa Energisa (cuja maior
acionista é a Companhia Força e Luz Cataguases Leopoldina) e
ia ser construído no município de Pedra do Anta (MG), no rio
Casca. Na audiência pública realizada em 27 de agosto, no
município que seria atingido, as famílias disseram que suas
terras foram adquiridas com muito suor, com muito trabalho e
que é dela que sai o alimento e o meio de sustento. Além
disso, denunciaram que a Energisa usou Policiais Militares
para fazer a sondagem na região, intimidando os moradores.
Além dos impactos sociais as PCH´s também podem trazer
impactos ambientais. Na reunião do COPAM, o Professor da
Universidade Federal de Viçosa, Dr. Jorge Dergam, disse que
os a PCH Nova Brito, pode colocar em risco o peixe Surubim
do Rio Doce (espécie ameaçada de extinção) que tem o trecho
do rio Piranga como seu último habitat.
Segundo a coordenação do MAB
(Movimento dos Atingidos por Barragens),
enquanto as empresas olham os
rios e vêem dinheiro, as famílias olham os rios e vem vida.
“Por isso as famílias se organizam e lutam contra as
construções de hidrelétricas. As hidrelétricas estão sendo
pensadas para abastecer o grande mercado privado e não o
bem-estar das famílias, da sociedade”. |