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27.05.2010
Discussões locais se
encontram em Assembléia Popular
Comunicação Assembleia Popular
Os estados
e as grandes regiões presentes na II Assembleia Popular
Nacional já vinham se organizando e se mobilizando há algum
tempo, para trazerem pautas e discussões para a grande
Plenária.
Um deles
foi o estado de Minas Gerais. Durante todo o ano de 2009, os
movimentos que fazem parte da Assembleia Popular (AP) no
estado, organizaram algumas Assembleias temáticas, onde
discutiram desde a questão ambiental até o projeto popular
para a educação na região, além da questão da moradia.
Segundo
Bernadete Monteiro, da delegação mineira, “o grupo aqui
presente se preparou para esse momento em diversos espaços
locais de discussão. Além das Assembleias regionais que
foram organizadas, eles participaram também de seminários
temáticos e, no final de abril, realizaram uma grande
Plenária, de onde saiu um texto propositivo que contribuiu
para o material de formação da Assembleia Popular Nacional”.
A
delegação de Minas Gerais trouxe para Luziânia 96 pessoas
das regiões metropolitanas do Estado, do Vale do Aço, da
Zona da Mata e do norte mineiro. Esses delegados e delegadas
representam movimentos sociais, pastorais sociais e
organizações comunitárias do estado de Minas Gerais.
Outro
estado que teve um longo processo de preparação para esse
momento foi a Bahia. Diversas Assembleias locais reunindo
comunidades quilombolas, pescadores, marisqueiros/as, entre
outros, discutiram previamente a realidade sociopolítica
atual e os impactos dos projetos do PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento) sobre suas comunidades. Uma das
prioridades, inclusive, deste estado, foi o processo de
formação de militantes, promovendo o debate sobre o Brasil
que queremos e sobre a construção de um projeto popular para
o país.
Segundo
Cátia Cardoso, representante da Cáritas Bahia, o estado
começou seu processo de mutirão e mobilização ainda em 2008,
quando teve a primeira Plenária estadual, onde 100 pessoas
de 70 organizações e movimentos sociais, participaram das
discussões.
Nesse
momento, as organizações constituintes da Assembleia Popular
na Bahia começaram a construir um plano para a participação
dos militantes na Assembleia Nacional, que seria
desenvolvido durante todo o ano de 2009.
Dentro
dessa proposta, os principais movimentos e organizações
sociais baianas realizaram, em agosto de 2009, um momento de
luta contra os grandes projetos, do chamado PAC Baiano. São
eles a transposição do rio São Francisco, o agronegócio, as
plantações de eucalipto, entre outros. Cerca de mil pessoas
participaram do ato.
O grupo
produziu, ainda, uma espécie de cartilha com as denúncias
dos impactos ocasionados por esses grandes projetos e as
alternativas a eles que o projeto popular propõe. Ao fim de
2009, foi realizada a segunda Plenária Estadual, cujo
documento final também integrou o material de formação da
Assembleia Popular Nacional. Vieram da Bahia 50 pessoas para
o evento em Luziânia.
Já a AP em
São Paulo, segundo Fátima Sandalhel, representante da
articulação no Estado, os anos de 2005 e 2006 foram intensos
em debates para o enraizamento da Assembléia Popular no
Estado. Em 2007, São Paulo realizou sua primeira Assembléia
Popular estadual, que reuniu cerca de 750 pessoas. No mesmo
ano, a articulação da AP no estado participou da organização
do Plebiscito pela Reestatização da Vale.
A partir
de 2008, a AP São Paulo passou não só a fazer esse trabalho
de articulação na região, mas também a desenvolver um
trabalho de base, de formação de militantes. Esse processo
se deu, inclusive, a partir de uma avaliação da Assembléia
Popular Nacional.
Dessa
forma, segundo Fátima, foram criados núcleos de base em
várias comunidades do estado de São Paulo, e esse trabalho
de formação se estendeu por todo o ano de 2008 e 2009. “O
trabalho de base é um processo contínuo, não pode ser apenas
de presença pontual, mas necessita de uma continuidade para
se tornar uma referência na base e manter o trabalho por
mais tempo nas comunidades”, ressaltou Sandalhel.
Já no
final de 2009 e início de 2010, a AP São Paulo trouxe para o
coletivo tanto esse processo de formação, quanto o de
articulação, para se prepararem para a Assembleia Nacional
que agora se realiza. Em 2010 fizeram duas Plenárias
estaduais, com cerca de 200 pessoas, militantes de mais ou
menos 42 movimentos e organizações sociais.
Desse
processo, 75 pessoas foram encaminhadas para esse momento em
Luziânia, entre representantes de Pastorais Sociais, de
movimentos sociais como MST e MAB, da Consulta Popular, do
movimento estudantil, associações de moradores, entre
outros. |