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30.03.2010
Movimentos Sociais e Direção do Campus Erexim recepcionam estudantes da UFFS

Após muitas lutas construídas pelos vários movimentos sociais do campo e da cidade dos três estados do Sul, ontem (29/03) foi um momento de muita comemoração, com o início das aulas da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). A nova Universidade já conta com 2.160 estudantes. No campus de Erechim são 400 estudantes matriculados em oito cursos (Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Sociologia, Filosofia, Engenharia Ambiental e Energias Renováveis, Pedagogia, História e Geografia).

Na parte da manhã os estudantes fizeram uma marcha e uma ocupação simbólica do prédio da Universidade, representando a luta feita para conquistar esse espaço importante de construção do conhecimento. À noite houve um momento de recepção dos estudantes feita pelo Movimento Pró Universidade Federal e pela Direção do Campus.

As falas de boas vindas por parte dos Movimentos retrataram o entusiasmo ao estar concretizando um grande sonho, e pelas diversas lutas que foram feitas para obter essa conquista. “Temos até o momento três grandes conquistas: o primeiro é o fato de termos conquistado a Universidade, o segundo é que isso tudo foi conquistado pelo esforço de muita gente que se envolveu, foram muitas reuniões, mobilizações, audiências onde o povo trabalhador esteve presente, e a terceira é que vemos que a maioria de quem estará estudando são filhos/as de trabalhadores, na grande maioria vindos de escolas públicas. São esses os merecedores de ter educação pública e gratuita”, ressaltou Marco Antonio Trierveiler, representante do Movimento dos Atingidos por Barragens e da Via Campesina.

O representante do MAB e da Via Campesina também pontuou os desafios: "Não queremos que essa universidade reforce o atual desenvolvimento que está em nossa região, que privilegia as grandes empresas. A universidade deve pensar como melhorar a vida do povo, e esse desafio também é de todos vocês estudantes", afirmou. Tanto por parte dos Movimentos como por parte do diretor, professor Ilton Benoni da Silva, houve o compromisso de seguir em diante construindo a universidade a partir de uma profunda relação com a sociedade, com os estudantes, movimentos sociais e professores.

 

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