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30.08.2010
Fechamento das comportas
de Foz do Chapecó seca parte do Rio Uruguai
Os
atingidos pela Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, construída
na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina,
denunciam que o fechamento das comportas para formação do
lago, ocorrido no último dia 25, está causando um grande
desastre ambiental com o secamento de parte do rio e morte
de muitos animais. “Um trecho de 6 quilômetros do rio está
praticamente sem água e cerca de 17 quilômetros tem a vazão
reduzida em até 80%”, firmam os atingidos.
Já a
montante da barragem, a água está subindo e inundando
milhares de hectares de terra, encobrindo propriedades,
matas e animais. Quando completo, o lago irá inundar uma
extensa área de mata nativa, caracterizada como os últimos
remanescentes da floresta do Rio Uruguai. Ao todo, o lago
terá a extensão de 150 quilômetros, ou seja, são 150
quilômetros do rio Uruguai que irão desaparecer com a
construção da barragem Foz do Chapecó.
A barragem
está localizada entre os municípios de Águas de Chapecó (SC)
e Alpestre (RS) e o consórcio é encabeçado pela empresa
privada CPFL, que sistematicamente, tem negado o direito de
muitas famílias atingidas pela obra. Há mais de 10 anos, o
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) vem denunciando
o descaso social e ambiental nos municípios da região e
afirmando que as empresas do consórcio não estão preocupadas
com o desenvolvimento local e sim com o lucro dessa
construção.
“Além do
desastre que está acontecendo com o rio Uruguai, com essa
barragem perderemos a qualidade do ar, a neblina aumentará
muito e também perderemos nossos patrimônios históricos e
culturais. Sem falar na perda da qualidade da água, pois com
a inundação do lago, a grande quantidade de matéria orgânica
apodrecerá e emitirá CO2 para a atmosfera”, afirmou uma das
lideranças do MAB na região.
Mais informações: (49) 3325
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