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30.09.2008
Entidades civis apóiam medidas adotados pelo Equador contra
Odebrecht
Brasília - Entidades da sociedade civil, como o Instituto de
Estudos Sócio Econômicos (Inesc), o Movimento dos Atingidos
por Barragens (MAB) e a Rede Brasil sobre Instituições
Financeiras Multilaterais, divulgaram hoje (28) nota de
apoio ao governo equatoriano de responsabilizar a empresa
Odebrecht pelos “maus serviços prestados” ao país,
“especialmente em relação à Central Hidrelétrica San
Francisco”.
Segundo as entidades, é justo
o governo equatoriano exigir da empresa uma reparação
financeira pelo mau funcionamento da central, “financiada
com recursos públicos de cidadãs e cidadãos brasileiros por
meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES)”.
As entidades lembram que a
Odebrecht foi a responsável pela construção da inha 4 –
amarela – do metrô de São Paulo quando no dia 12 de janeiro
de 2007, parte da construção desmoronou matando sete pessoas
e deixando várias feridas. “Entendemos que as ações adotadas
recentemente pelo governo do Equador buscam incidir não
apenas sobre os graves impactos causados pelos problemas na
citada hidrelétrica”, afirma a nota.
A nota também pede ao governo
brasileiro e ao BNDES que forneçam esclarecimentos sobre o
financiamento dado pelo banco à Odebrecht para executar a
obra no Equador. “A ausência de transparência nesta operação
financeira realizada com recursos públicos compromete a
capacidade da sociedade para avaliar o caso com clareza”,
diz a nota.
No dia 23 o governo do Equador
bloqueou os bens da empresa Odebrecht sob o argumento de
falhas no funcionamento e paralisação da Central
Hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira. O
governo também exigiu o pagamento de uma indenização à
empresa pelos danos causados ao Equador.
No sábado (27) o presidente do
Equador, Rafael Correa, anunciou que a construtora
brasileira tinha feito uma proposta ao governo equatoriano
na qual aceitava todas as exigências feitas pelos
equatorianos quanto às indenizações e reparos nas falhas da
Central Hidrelétrica San Francisco. Agora, Correa vai
estudar a proposta feita pela empresa, mas não determinou um
prazo para responder a Odebrecht.
Fonte: Agência Brasil |