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Cantos e poesias


Afogados na mágoa

Todo este meu sofrimento
é causado por um projeto.
Uma laje de concreto
atacou o Rio Uruguai,
por vingança a água sai
afogando a natureza
até lá onde a onda vai.

Até meu lindo arvoredo
lá onde fazia meus versos
ficou tudo submerso,
morreu minha felicidade,
mesmo contra minha vontade
vendo tudo embaixo da água
com o coração cheio de mágoa
eu me bandiei pra cidade.

Minha junta de boi manso,
me obriguei a chamar na faca.
A brasina, minha vaca,
não vejo mais no curral.
Meu cachorro policial,
com certeza já morreu ou então vive como eu
sofrendo do mesmo mal.

O Adão, o Antônio e o Ciqueira,
meus três primeiros vizinhos,
uns foram pra Carazinho,
outros pra Parobé,
Meus filho e minha mulher,
viviam sempre risonhos
Hoje andam tão tristonhos
nem ouvir meus versos quer.

Mas eu não perdi a esperança
De um dia organizar esta massa
e eleger alguém que faça
realmente um Brasil novo.
Que mate a fome do povo,
faça a Reforma Agrária e
devolva minha área
pra mim ser feliz de novo.

Autor: Celso Moretti


MAB

Á união de um povo, fala alto e com clareza, fazem critica contra aqueles que devasta a natureza.

 A cor branca simboliza, do movimento á nobreza. Para mostrar para o rico, que o pobre ama a beleza, que ele tanto destrói nossa amada natureza.

 O verde das nossas matas é nossa cor exemplar, os rios não podem ser presos, tem que correr para o mar.

 A torre que apresenta o homem crucificado faz me lembrar de Jesus, varão justo e muito amado, Ele sofreu numa cruz por causa dos meus pecados. Também o sacrifício do agricultor honrado.

 O preto fala do luto, que nossa gente se encontra por causa das barragens que a todos nos afronta, por isso mostra o vermelho que a luta é por nossa conta.

 Meu machado e minha enxada, minha foice e meu facão, são as minhas ferramentas para trabalhar na terra e dela tirar o pão.

 O MAB é quem incentiva a procura pela sorte. A frase mais verdadeira que grita um povo forte águas para a vida e não para a morte.

 Autor: Antônio José


O MAB – CPT

 O MAB é um movimento de alta repercussão, porque é contra aqueles que não tem preservação, destrói sossego dos pobres com usura é ambição, dizem que trazem progresso mas é só destruição.

 Hoje falar sobre o MAB, me tenho por venturoso, o MAB é um movimento de gente sentimental, que ajuda os pequenos os grandes são meus rivais que trabalham por amor não por causa de real.

 O símbolo dos movimentos chama-se tradição, nós não temos tradição nós temos meta a cumprir, porque nosso movimento nos incentiva a seguir numa estrada gloriosa, onde toda gente honrada tem vitória  no porvir.

 A barragem acaba os rios, também a vegetação, ela afoga a natureza sem nenhuma compaixão, tira o nosso direito de fazer plantação, mata a nossa alegria destrói nossa criação, coloca tristeza e dor dentro do meu coração.

 O MAB e a CPT, órgãos de grande bravura, donos deste movimento, com total desenvoltura, protegem os trabalhadores que vivem da agricultura. Lembra-te ó Deus, desta gente hospitaleira que na luta pelos pobres tem atingido fronteiras.

 Autor: Antônio José


 AGRADECIMENTOS AOS IRMÃOS DO MAB

 Para construir o bem , é preciso o mal esquecer, guerra não nos leva a nada, só faz muitos parecer. Por isso mandamos paz de mãos cheias pra vocês.

 Os irmãos do Rio Grande, cheios de boa vontade, nos ajudam a prosseguir, na luta da liberdade, com sua oferta valorosa de muita solidariedade, desta forma eles provaram que tem muita humanidade.

 Em nome dos atingidos, mando esta saudação, agradecendo a vocês por tanta compreensão, de transmitir confiança para nosso coração.

 Ainda irei conhecer, esta terra abençoada, que criou tanto varão, com tanta fé entranhada, para ajudar um povo, que nunca lhe deram nada.

 Autor: Antônio José


VITÓRIA DOS ATINGIDOS 

Meus parabéns para o Hélio, Rodrigo, Maximino, Edmar, e o João, estes nomes tem abrigo, mora em nosso coração. Foram deles o incentivo, para toda organização, nossa vitória chegou junto com nossa união. 

Nossa vitória chegou, depois da luta ferrenha, que por nos foi preparada, lutamos para vencer ninguém perdeu a parada. Agora nos alegramos por nossa meta alcançada.

 Toda nossa estratégia colocada na questão, foi a coragem de todos pra fazer rebelião, contra a Furna que insiste em tirar da nossa mão, o que a gente possuía, sem devolver um tostão. 

Agora a coisa mudou, a Furna já esta ciente, ela viu a desventura que atacou nossa gente, agora está vendo a paz colocada em nossa frente, alegria de um povo, que em tudo é transparente, que quando é atacado fica ainda mais valente.

 Os sete elementos para ganhar a questão, um chama-se movimento, outro organização, outro chama persistência, outro dedicação, com mais coragem é firmeza para vencer com razão. 

Autor: Antônio José


MAB E CPT

 Participo de um movimento, com muita evolução, o MAB e a CPT e com total satisfação, quero sempre me lembrar do que ouvi desses irmãos, conselhos e muito afeto, nos abriu nossa visão, para construir um clima que alegra o coração, muitos são jovens instrutores de grande sabedoria, mostram onde esta o erro de quem usa hipocrisia, de quem não respeita o direito de quem tem cidadania, são em favor da justiça, mas são contra a covardia. 

O MAB muda a versão de gente audaciosa, que só pensa em si mesmo, não tem alma generosa, que destrói sossego dos pobres com sua ação criminosa. CPT, órgão de peso, que tem sensibilidade, é contra aqueles que abusão da sua autoridade, que não faz nada de bom, que respira o odor da tristeza e transpira o fedor da maldade, temos que agradecer estes homens de valor, que não medem esforços para ajudar o agricultor, ensina a nos defender dos que são destruidor, que não querem recompensa, fazem tudo por amor. 

 Autor: Antônio José


SOBRE A BARRAGEM DE MANSO

 O Brasil é um país, rico em mineração, por isso tornou-se alvo de grande exploração, por aqueles que não tem, respeito a preservação, dentro do seu egoísmo, só tem a destruição, não respeita a natureza, não agem com previsão, de um dia poder falar, que somos grande nação.

 A saudade que eu tenho, da minha terra querida, é que me induz, fazer verso, para esquecer da lida, deitado em minha rede, começo a memorar, trazer de volta o passado, através do meu pensar, meu coração fica triste e minha alma abatida, recordando o passado, que trás tristeza pra vida.

 Para recordar a vida, dou ordem a liberdade, de usar meu pensamento para explorar a saudade, dos belos tempos passado, na minha casa empalhada, as coisa lá era dura, mas não me faltava nada, antes da Furnas chegar com a sua trapalhada.

 O Rio Quilombo, o Casca e o Manso, com seu canal com suas lindas nascentes, não existia coisa igual, a Furnas não tem direito, de nos tratar como réu, porque sei que existe lei, que irá desmantelar a sua trama cruel. 

Esta gente sofredora, que encontro no caminho, sempre lembrando das flores, sem esquecer dos espinhos, outrora éramos alegres, porque éramos vizinhos, num lugar maravilhoso, por nome Giovazinho.

 A Eletro-Norte faz projeto, e a Furnas concretiza, a vida dos ribeirinhos, com ousadia inferniza, não respeita seus direitos, para lhe expulsar improvisa, lhe tira de qualquer jeito, mas não dá o que precisa.

 A lembrança que eu tenho hoje, é só tristeza e mágoa, a saudade do passado, sei que o tempo não apaga, porque o que eu mais gostava hoje está debaixo d’água, vou lutar por minha terra, que Furnas danificou, junto com meus companheiros, irei seja onde for, quero outra terra igual a que ela nos tirou, queremos toda justiça no processo que parou, o INCRA um órgão de peso, que a Furnas subornou, o INCRA nos deu a terra e a Furnas nos tomou.

 Autor: Antônio José


GRUPO DOS EXCLUÍDOS POR FURNAS

 O grupo dos excluídos, é um grupo sem fronteira, são todos homens valentes, não se assombram com besteira, a Furnas não tem direito, direito de excluir desta maneira, um povo que pela terra tem lutado a vida inteira.

 Minha alegria era tanta quando estava rodeado, de gente que me amava, não sabendo que a tristeza lá na frente me esperava, me obrigando a deixar o lugar que mais gostava.

 A Furnas se esqueceu, que nós somos um povo forte, ela usou a exclusão, e nos deixou a mercê da sorte, agora vamos lutar, e para Furnas mostrar, que este povo singelo não aceita seu calote.

 O MAB tem sentimento, não gosta de agressão, viu a nossa desventura e chegou a conclusão, que todos nós precisamos de boa orientação, para com força e vigor fazer mobilização.

Os homens que tem dinheiro, acham que brincadeira, menosprezar sentimentos, de muita gente ordeira, não sabendo que este povo, quando faz sua trincheira, levantam com muito orgulho a poderosa Bandeira.

 Porque vocês excluíram um pouco de uma porção? Triturando o sossego de quem tem bom coração, sabendo que somos pobres mas um do outro irmão, Furnas irá sentir na pele, o peso da nossa união.

 Autor: Antônio José


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